
Fico assim sem você
Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
Porque é que tem de ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo o instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim
Amor sem beijinho
Bochecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço,
Namoro sem abraço
Sou eu assim sem você
Tô louco pra te ver chegar
Tou louco pra te ter nas mãos
Ditar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas
Pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você
Porque é que tem de ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo o instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê?
EXERCÍCIO
Agrupar em dois conjuntos os nomes de acordo com o seguinte critério:
Conjunto A - Nomes a partir dos quais é possível distinguir partes singulares ou partes plurais de um conjunto e enumerá-los (um avião/dois aviões/muitos aviões – do conjunto dos aviões);
Conjunto B - Nomes em que não é possível distinguir partes singulares ou partes plurais de um conjunto.
exemplo:
A) bola; duas bolas; muitas bolas
Pertence ao conjunto A
B) solidão, *duas solidões, *muitas solidões …. É estranho, não é?
Não é de facto uma realidade contável.
Pertence assim ao conjunto B
A) nomes contáveis
avião, asa, fogueira, relógio, brasa, bola, alto-falante, carro, estrada, circo, palhaço, neném, chupeta, mãos, pedaço,
queijo, goiabada , beijo, hora, abraço, castigo, desejo
B) nomes não- contáveis
solidão, desejo, fim, instante, futebol, amor, namoro,
queijo, goiabada , beijo, hora, abraço, castigo, desejo
Aos nomes que pertencem ao primeiro conjunto chamamos nomes contáveis e aos nomes do segundo conjunto nomes não-contáveis. Assim, os nomes do conjunto A designam entidades individuais contáveis. Os nomes do conjunto B designam entidades ou conjuntos de entidades não individuais, não contáveis.
Os nomes que figuram nos dois conjuntos (em itálico), dependendo do contexto, podem ser contáveis ou não-contáveis, o que acarretará diferenças de significado.
Vejamos:
contável
O queijo está no frigorífico.
A minha mãe deu-me um beijo de despedida.
Tive muitos castigos por ser pouco aplicada.
não-contável
Eu gosto de queijo.
O beijo é sinal de afecto.
O crime não ficará sem castigo
Assim, podemos concluir que consoante haja maior grau de individualização/ de concretização ou de generalização/abstracção podem os nomes ser ou não-contáveis.
É muito mais rara a individualização de nomes abstractos, que designam muitas vezes realidades não contáveis por possuírem um elevado grau de abstracção.
Por isso foi tão difícil ao sujeito poético falar de “forma concreta, contável” do seu amor e da solidão que experimenta perante a ausência do ser amado; toda essa realidade interior teve de ser “materializada” através de nomes que não possuíam o mesmo grau de abstracção.
imagem daqui
nota: o conteúdo deste post foi retirado de uma ficha de trabalho à disposição neste site.
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